EXPOSIÇÃO DE ARTE MULTIMÉDIA
MEMORIAL DOS POVOS INDÍGENAS DE BRASÍLIA
2023








                       
                      




NAHUALISMO

A prática do Nahualismo é própria e pertence ao México antigo, onde os deuses se transformavam em animais.
Sendo na teologia azteca, Tezcatlipoca o Jaguar-Coyote, e Quetzalcoatl o Beija-flor.
No livro a “El Arte de ensoñar" Carlos Castañeda relata uma série de experiências com um mentor espiritual,
um indígena tolteca com ampla sabedoria ancestral.



Por meio de Máscaras, figurinos, colagens, vídeos e pinturas, os artistas Biophillick e Sziah Sauh trazem ideias e conceitos relativos ao Nahualismo, como arte xamânica que vincula a espiritualidade dos Povos originários e a estreita relação com a natureza e os animais como extensões do humano. Numa busca de re-indigenizar para decolonizar nossa cultura. O fazer artístico desta exposição é um manifesto para uma nova era onde magia, ancestralidade  multiétnica e xamanismo hibridizam-se com a contemporaneidade para trazer uma revalorização do natural numa era de hipertecnologização e digitalização do que se projeta como ser humano. Uma arte que dialoga com o artesanal, o feito a mão, a reciclagem, a pureza e inocência dos nossos ancestrais. Essas raízes ancestrais; o sobrenatural; e a conexão com mundos sutis busca a criação de seres místicos que estabelecem contatos profundos com as energias elementais da Terra: os animais-nahuales; seres protetores que nos guiam e dão força pra nossa caminhada de volta para a vida com uma perspectiva mágica e esperançosa para um mundo em crises. Sejamos nahuales que caminham com consciência na Terra.




MÁSCARAS E FIGURINOS DE BIOPHILLICK

COLAGENS DE SZIAH SAUH